Grande buraco coronal reaparece e fica de frente com a Terra

buraco coronal ressurge em novembro de 2016
Após um mês, buraco coronal ressurge no disco solar e volta a lançar fortes rajadas de vento solar em nossa direção, mais uma vez...



No fim de outubro, um buraco coronal gigantesco surgiu repentinamente, e ficou de frente com a Terra, gerando intensos ventos solares e causando tempestades geomagnéticas em nosso planeta. Agora, aquele mesmo buraco coronal deu uma volta completa e já está de frente com a Terra novamente. O Observatório Solar Dynamics registrou imagens do buraco coronal nessa segunda-feira, dia 21 de novembro:

buraco coronal - novembro de 2016
Buraco coronal registrado no dia 21 de novembro de 2016 às 15:29 UTC.
Créditos: NASA / SDO / AIA 193 / Helioviewer

Desde o último encontro que tivemos com esse mesmo buraco coronal, passaram-se 27 dias, que é o período que o Sol leva para completar uma rotação. Eagora que ele voltou, podemos notar que não está tão grande quanto da última vez. Mas ainda assim, ele cobre 1/4 do disco solar visível, e seu tamanho impressiona.




Buracos coronais são regiões da atmosfera solar onde o campo magnético enfraquece, permitindo que o vento solar escape. Quando esse vento solar intenso encontra com o campo magnético da Terra, ocorrem as chamadas tempestade geomagnéticas, que podem ser fracas, moderadas ou intensas. As tempestades geomagnéticas causam distúrbios em redes elétricas, satélites, e outros serviços essenciais, e é justamente por isso que é tão importante acompanhar o clima espacial, assim, temos tempo para evitar possíveis danos em satélites e outros equipamentos.




Especialistas da NOAA acreditam que uma forte rajada de vento solar pode atingir a Terra na noite dessa terça-feira, dia 22 de novembro, causando uma tempestade geomagnética fraca nas latitudes médias (chance de 30%) e moderada nas latitudes altas (chance de 20%), acendendo belíssimas auroras polares. A tempestade solar deve durar até o dia 23 de novembro, e por conta de sua fraca intensidade, não deve causar danos significativos.



Imagens: (capa-NASA/SDO/AIA 193) / NASA / SDO / AIA 193 / Helioviewer
22/11/16


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