Busca por vida extraterrestre ganha força com nova ferramenta de busca por metano

Onde há muito metano, há uma grande possibilidade de vida


A busca por vida é em grande parte limitada à busca por água. Procuramos exoplanetas que estejam nas distâncias corretas de suas estrelas para que exista água em estado líquido em suas superfícies. Até pesquisamos as frequências de rádio conhecidas como "buraco de água", entre a linha de emissão 1.420 MHz de hidrogênio neutro e a linha hidroxila 1.666 MHz.

Quando se trata de vida extraterrestre, o nosso mantra sempre foi "seguir a água." Mas agora, ao que parece, os astrônomos estão focando no metano, a mais simples molécula orgânica, que também é amplamente conhecida e aceita por ser um sinal potencial de vida.




Astrônomos da Universidade College London (UCL) e da Universidade de Nova Gales do Sul criaram uma nova ferramenta de busca baseada em metano para detectar vida extraterrestre. E essa poderosa ferramenta terá uma precisão jamais vista antes.





Nos últimos anos, muitos cientistas aderiram a idéia de que a vida pode existir e se desenvolver com métodos diferentes dos quais conhecemos, ou seja, além da água. Uma das possibilidades mais interessantes é o metano líquido, inspirada na gelada lua Titã, onde a água é tão sólida como a rocha e o metano líquido corre por rios e existe em lagos polares.

Ao estudar o espectro de emissão, os astrônomos possuem tecnologia para detectar metano nos planetas mais distantes. Quando um planeta está em trânsito, a luz de sua estrela passa através de uma fina camada da atmosfera do planeta, que absorve determinados comprimentos de onda da luz. E quando a luz dessas estrelas chega até a Terra, ela terá as "impressões digitais químicas" da composição da atmosfera desse planeta.

Mas apesar de ser um método maravilhoso, sempre houve um problema. Os astrônomos têm que combinar os espectros de emissão com os espectros obtidos em laboratório ou determinados em um supercomputador. E "os modelos atuais de metano são incompletos, levando a uma subestimação grave dos níveis de metano em planetas", disse o co-autor Jonathan Tennyson da UCL em um comunicado de imprensa.

Então Sergei Yurchenko, Tennyson e seus colegas começaram a desenvolver um novo espectro para metano. Eles usaram supercomputadores para calcular cerca de 10 bilhões de linhas ( um estudo 2.000 vezes maior do que qualquer outro já feito), e sondaram temperaturas muito mais elevadas. O novo modelo pode ser usado para detectar a molécula de metano a temperaturas superiores as da Terra, até 1.500 K.

"Estamos entusiasmados... essa tecnologia avançada irá auxiliar na busca por vida extraterrestre, e estamos ansiosos para ver o que o nosso novo espectro vai ajudar a descobrir", disse Yurchenko.

A ferramenta já foi utilizada com sucesso ao reproduzir a forma como o metano absorve a luz em anãs marrons, e ajudou a corrigir nossas medições anteriores de exoplanetas. Por exemplo, Yurchenko e seus colegas descobriram que o planeta HD 189733b, que se encontra a 63 anos-luz da Terra, pode ter 20 vezes mais metano do que se pensava anteriormente.

O trabalho foi publicado na revista Proceedings of the National Academy os Sciences.

Fonte: Universetoday / UCL
Imagem: ESA
25/06/14

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Um comentário:

  1. Certamente, com essa mudança de foco na busca de vida extra terrestre pode se expandir muito mais chances de encontrar alguma forma de vida, mesmo que ela seja apenas organismos unicelulares... Mas para isso, precisamos reavaliar todos os locais que antes ja foi explorado vida, quem sabe ela pode estar mais proxima do que agente pensa!

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