Manchas solares gigantescas estão de frente com a Terra!

grandes manchas solares de frente com a Terra
Após várias semanas de calmaria, a atividade solar resolveu acordar novamente...



A atividade solar esteve baixa nos últimos meses, mas essa situação "confortável" parece ter mudado repentinamente.

Dois grandes grupos de manchas solares estão neste momento apontados diretamente para a Terra, e um deles tem um campo magnético instável que representa uma ameaça para explosões solares de classe M (moderada). O fotógrafo Bill Hrudey fotografou as regiões ativas no último dia 16 de julho, nas Ilhas Cayman. Confira!

manchas solares - julho 2016 - Bill Hrudey
Manchas solares AR2567 e AR 2565, registradas a partir das Ilhas Cayman.
Créditos: Bill Hrudey         Clique na imagem para ampliar


"As manchas solares AR2567 e AR2565 são alvos grandes nessa imagem, e estão rodeadas por muitos grânulos", disse Bill.

Mas o que são grânulos? Bem, para explicar de forma simples, o Sol é tão quente que está fervendo constantemente (literalmente). Os grânulos são protuberâncias na superfície em ebulição, e são muitos parecidos com a superfície irregular da água quando está fervendo. Mas tem uma grande diferença: enquanto os grânulos da água fervente em nosso fogão têm alguns poucos centímetros, os grânulos do Sol são maiores do que o estado de São Paulo!




E como se os grânulos não fossem grandes o suficiente, os núcleos escuros dessas manchas solares são duas vezes maiores do que o nosso planeta. Portanto, se você possui um telescópio com filtros solares adequados para observação, essa é uma ótima chance de avistar manchas solares gigantescas em nossa estrela.

manchas solares AR2567  e AR2565
Posição das manchas solares AR2567 e AR 2565 no dia 17 de julho de 2015.
Conforme os dias passam, elas irão se deslocar para a direita.
Créditos: NASA / SDO / HMI         Clique na imagem para ampliar



Auroras à vista!

Como resultado, uma corrente de vento solar deve atingir a Terra no dia 19 de julho, o que pode desencadear uma tempestade solar de classe G1 (leve) em torno dos polos.




Observadores do céu localizados nas altas latitudes devem ficar atentos, pois auroras polares podem iluminar o céu nessas regiões, especialmente no hemisfério sul onde os céus de inverno favorecem a visibilidade de luzes mais fracas.




Imagens: (capa-NASA/SOHO) / Bill Hrudey / NASA / SDO / HMI
18/07/16


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4 comentários:

  1. nao, apenas o espetaculo das auroras boreares

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  2. Satélites navegadores gps rádios de baixa frequência entre outros.correm sempre o risco.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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