2013 UQ4 Catalina, o 'asteróide que virou cometa' promete brilhar no céu: saiba como encontrá-lo

Ele era um asteróide... e agora se mostra como um belo cometa!


Embora ISON tenha fracassado, nós tivemos alguns cometas visíveis através de binóculos para acompanhar a passagem. De janeiro até junho, tivemos os cometas R1 Lovejoy, K1 PanSTARRS e E2 Jacques que alcançaram a visibilidade binocular. Agora, o asteróide que virou cometa está prestes a fazer um show nesse mês de junho.

O asteróide anteriormente conhecido como 2013 UQ4 repentinamente se tornou o cometa 2013 UQ4 Catalina. Foi descoberto no ano passado, em 23 outubro de 2013, durante o levantamento de rotina do Sky Catalina que busca objetos próximos da Terra, porém, no início do ano este objeto era de pouco interesse.




Oscilando em torno da 13º magnitude no mês passado, o agora cometa 2013 UQ4 Catalina era um objeto visível somente no hemisfério sul e com grandes telescópios. Agora, com a recente sublimação do novo cometa, se ele continuar assim, a história deverá mudar nas próximas semanas.




2013 UQ4 pertence a uma classe de objetos conhecidos como "damocloids" (ou demacloides). Estes asteróides são nomeados pelo protótipo para a classe 5335 Damocles e são caracterizados como corpos de longo período em órbitas retrógradas e altamente excêntricas. Esses asteróides são considerados como núcleos inativos de cometas, e outros asteróides demacloides como C/2001 OG 108 (LONEOS) e C/2002 VQ94 (LINEAR) também acabaram se tornando cometas. Demacloides também apresentam as mesmas características orbitais do mais famoso visitante do Sistema Solar interior, o Cometa Halley.

A órbita do cometa 2013 UQ4 Catlina em julho de 2014. Créditos: JPL Solar System Dynamics 


A boa notícia é que o cometa 2013 UQ4 Catalina deve ser um objeto visível através de binóculos, provavelmente alcançando a 10° magnitude até o final de junho. Observações recentes colocam o cometa com magnitude 11,9. O cometa está na constelação de Peixes, e aos poucos vai em direção ao norte. De fato, o cometa 2013 UQ4 Catalina atinge periélio (máxima aproximação com o Sol) no dia 6 de julho, apenas quatro dias antes do perigeu (máxima aproximação com a Terra), quando estará a 47 milhões de quilômetros de distância, e é quando ele pode muito bem chegar a um pico de magnitude 7. Nesse ponto, o cometa terá um movimento aparente de cerca de 7 graus por dia.


Veja onde encontrar o cometa 2013 UQ4 Catalina no céu às 04h00 BRT

Trajetória do cometa 2013 UQ4 Catalina no céu. Créditos: STELLARIUM



  • 21 de junho: A Lua minguante passará próximo do cometa
  • 28 de junho: O cometa entra na constelação de Andrômeda
  • 05 de julho: O cometa se prepara para atingir o periélio, que será no dia 6, quando ficará a 1,081 UA do Sol


E às 21h00 BRT de julho

Trajetória do cometa 2013 UQ4 Catalina no céu. Créditos: STELLARIUM


  • 18 de julho: O cometa passa para a constelação astronômica de Boötes
  • 30 de julho: Passa próximo dos aglomerados globulares NGC5466 (9 ª magnitude) e do famoso Messier 3

Daí em diante, o cometa cai abaixo da visibilidade a olho nu e volta na sua órbita que dura cerca de 470 anos ao redor do Sol. Se você tiver binóculos à disposição, não perca a oportunidade de observar o cometa 2013 UQ4 Catalina entre junho e julho, afinal, ele só passará por aqui novamente em 2484.

Fonte: Universetoday
Imagens: A. Maury & J. G. Bosch / JPL / STELLARIUM
18/06/14

Encontre o site Galeria do Meteorito no FacebookTwitter e Google+, e fique em dia com o Universo Astronômico.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

6 comentários:

  1. Belo presente de aniversário o periélio de um cometa/asteroide *u*

    ResponderExcluir
  2. Todo esse trajeto marcado nas imagens poderá ser visto à olho nu?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Ivan!

      Não, infelizmente só com binóculos mesmo.

      Um grande abraço!

      Excluir
  3. Mas um binóculo simples é possível vê-lo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Poderia me responder Redação?

      Excluir
    2. Olá Ivan!

      Desculpe pela demora. Mas sim, com binóculos simples já é possível vê-lo. Se possível, utilize um programa como o Stellarium, assim fica mais fácil identificá-lo.

      Um grande abraço, e boas observações Ivan!

      Excluir