Especial constelações indígenas (parte 7)

constelações da cultura indigena
Viaje pela esquecida astronomia indígena em nossa série especial!

A observação do céu sempre fez parte de culturas antigas, e claro que com os índios brasileiros isso não poderia ser diferente.




Assim como ocorre com a Astronomia ocidental, a Astronomia indígena também é muito extensa (e até mais complexa), afinal, estamos falando de várias etnias e culturas diferentes, e por isso, não teria como resumir tudo em um único artigo, por isso, nós do Galeria do Meteorito decidimos fazer uma série. Clique aqui para encontrar o índice e o link dos novos episódios.

Nesse sétimo episódio vamos conhecer Azim (Constelação da Siriema), Mainamy (Constelação do Beija-Flor) e Zauxihu-Ragapaw (Constelação do Jabuti).


Azim (tenetehara) - Constelação da Siriema
Constelação da Siriema - Azim
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Quando Azim aparece na região alta do céu noturno, ela também indica o início da estação da seca, no mês de junho e julho. Ela encontra-se abaixo de Wiranu (constelação da Ema), onde encontramos as constelações ocidentais Coroa Austral, Telescópio, Sagitário e Escorpião. Um fato interessante dessa constelação é que algumas partes que a constituem (como o bico), são na verdade manchas claras e escuras da Via Láctea.




A Siriema possui um penacho em sua cabeça, e os índios Tembé dizem que na constelação, a Siriema carrega seus dois ovinhos para que a Ema, a comedora de ovos, não os devore.


Mainamy (tenehara) - Constelação do Beija-Flor
constelação do beija-flor - mainamy
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Conta a lenda que o chefe dos beija-flores (Mainamy) vê um lugar chamado Karu-Peahary, que era um lugar seco e sem água. E assim, a deusa Mayra com todos os beija-flores fez um poço para saciar a sede de Mainamy, que é representado pela região que encontramos a constelação ocidental de Corvo. Ela se encontra muito alto no céu entre o norte e o sul, e surge no mês de maio, ficando visível até setembro, época de festas nas aldeias Tembé-Tenetehara, que são comemoradas com banhos de rio e a Festa da Moça, que é um ritual de passagem das jovens e dos jovens índios para a vida adulta.


Zauxihu Ragapaw (tenetehara) - Constelação do Jabuti
Constelação do Jabuti - Zauxihu Ragapaw
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A constelação Zauxihu Ragapaw se encontra no lado norte do céu, ocupando a região que conhecemos como Coroa Boreal. A medida que o Jabuti vai percorrendo o céu noturno, entre maio e agosto, significa que os índios estão enfrentando o final da época das chuvas.

Gostou? Confira nossa lista de episódios, afinal seria impossível resumir toda a astronomia indígena em apenas uma matéria... Boa leitura!

Fonte: Cuabamorandu / Germano Bruno Afonso / Observatórios Virtuais / Vitae / Melissa Oliveira (antropóloga) / Aikewara.blogspot / ISSUU / Planetário  UFSC (etnoastronomia) / pib.socioambiental.org / Osvaldo dos Santos Barro / Universidade Federal do Pará / Aldeia Teko Haw
20/03/15

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4 comentários:

  1. Adorei a constelação do Beija-Flor! Tudo a ver! O espírito indígena vê uma ave amada, linda, colorida e amorosa onde o europeu ou euro-descendente vê um corvo... nem precisa comentários né? Nosso espelho está nas estrelas com certeza! Elas falam o nosso futuro evolutivo.

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    1. Um fato muito interessante é que, para nós, habitantes do hemisfério sul, as constelações indígenas são bem mais fáceis de serem encontradas... seus desenhos fazem mais sentido, e não estão de ponta cabeça. Realmente é muito interessante conhecer a Astronomia indígena... aprendemos bastante com ela!

      Um grande abraço!

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  2. Seria bem legal montar um aplicativo com essas informações. Seria muito legal divulgar essas informações para outras pessoas!

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    1. Uma ótima ideia! Vamos pensar sobre o assunto. Um grande abraço, e obrigado pela participação!

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