Tempestades solares acenderam magníficas auroras em Júpiter!

auroras polares em jupiter
Mesmo estando bem distante, Júpiter ainda sofre com o poder extremo do Sol



As auroras boreais que vemos aqui na Terra são surpreendentes, mas no que diz respeito a espetáculos de luzes, se considerarmos todo o Sistema Solar, Júpiter provavelmente ganha o troféu!

Em 2011, uma ejeção de massa coronal (EMC) atingiu Júpiter, produzindo auroras de raios-x 8 vezes mais brilhantes do que o normal, e centenas de vezes mais energéticas do que as auroras da Terra. As auroras brilhantes de Júpiter foram reveladas no Journal of Geophysical Research.

auroras polares em Júpiter
Imagem composta do Observatório Chandra e do Hubble mostram intensas
auroras polares no gigante Júpiter. Créditos: NASA / Chandra / Hubble

O Sol emite um fluxo incessante de partículas energéticas, chamado "vento solar". Às vezes, uma grande quantidade de energia e plasma é lançada de uma só vez, o que é chamado de ejeção de massa coronal. As ejeções de massa coronal são explosões maciças de matéria e radiação eletromagnética. Embora elas sejam lentas em comparação com outros fenômenos estelares, como as explosões solares, as ejeções de massa coronal são extremamente poderosas.




Uma Ejeção de Massa Coronal atingiu Júpiter em cheio, em 2011, e pela primeira vez, o Observatório Chandra conseguiu ver as auroras de Júpiter em raios-x. Elas brilharam nos pólos assim que a EMC chegou por lá!

Além de conseguir imagens de tirar o fôlego, a equipe por trás do estudo pôde entender um fato importante sobre o gigante de gás: quando a EMC atingiu Júpiter, a magnetosfera do planeta foi comprimida. A força extrema do vento solar empurrou o campo magnético do planeta por mais de 1,6 milhões de quilômetros, o que corresponde a quase 5 vezes a distância entre a Terra e a Lua!

auroras em Jupiter - efeito na magnetosfera
Ilustração artística mostra as auroras e os efeitos na magnetosfera de Júpiter.
Créditos: JAXA

Os cientistas que realizaram esse estudo utilizaram dados do evento não apenas para identificar a origem dos raios-x, mas também para identificar áreas que devem ser acompanhadas por mais tempo. As observações serão feitas com o Chandra e também com o Observatório XMM Newton, da Agência Espacial Europeia, a fim de coletar dados sobre o campo magnético, magnetosfera, e auroras de Júpiter.




E pra todos aqueles que ficaram fascinados com as auroras de Júpiter, se preparem, pois a sonda Juno deve nos presentear com imagens ainda mais espetaculares. Uma de suas principais missões é justamente mapear os campos magnéticos de Júpiter e estudar suas auroras. A sonda Juno foi lançada para o espaço em agosto de 2011 e deve orbitar Júpiter entre meados de 2016 até o fim de 2017.



Fonte: NASA / UniverseToday / Mashable
Imagens: (capa-Chandra/Hubble) / NASA / Chandra / Hubble / JAXA
25/03/16


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9 comentários:

  1. ESSA SEMANA, NAS NOITES EM QUE NÃO ESTAVAM NUBLADAS, CONSEGUI VER CLARAMENTE JÚPITER COM UMA LUNETA SIMPLES. O PLANETA ESTAVA RODEADO COM QUATRO SATÉLITES, QUE EU NÃO SEI QUAIS ERAM. O PLANETA JÚPITER É REALMENTE LINDO E IMPONENTE. AGORA VOU OBSERVAR O PLANETA MARTE, PENA QUE MINHA LUNETA É SIMPLES, MAIS APROPRIADA PARA OBSERVAÇÃO TERRESTRE.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. os satélites são Io, Europa, Calisto e Ganimedes as quatro maiores luas de jupiter elas são parecidas em dimensão com a Lua terrestre sendo a ultima citada a maior lua do sistema solar maior em tamanho que mercúrio mas menor em massa

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    3. Mario, qual o modelo de sua luneta?

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  2. ESSE GRANDIOSO PLANETA JÚPITER É O NOSSO GUARDA-COSTAS.

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    1. Isso mesmo amigo, graças à sua força gravitacional, Júpiter nos salva de muitos asteróides de massa relativamente grande!

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  3. Olá. Em primeiro lugar parabenizo pelo belo site. Gostaria muito de tirar uma dúvida. A NASA divulgou uma imagem essa semana da mega aurora boreal de Júpiter, mas algo chamou a minha atenção. A imagem divulgada agora é EXATAMENTE a mesma divulgada em 2011, com exceção da inclusão da aurora boreal. Não achei nenhuma explicação oficial de que a imagem seria uma composição, o que abre brecha para malucos paranoicos achem que é mais uma conspiração. Sabem algo a respeito? Seguem as imagens:

    http://apod.nasa.gov/apod/image/1405/HubbleJGRS_900.jpg
    http://www.nasa.gov/sites/default/files/styles/full_width/public/thumbnails/image/hs-2016-24-a-print-new.jpg?itok=70o9PEGO

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    1. Olá Anderson!

      Muito obrigado pelo elogio!

      Bom, sobre as imagens, você é mesmo um gênio por ter conseguido identificar a semelhança... rsrsrs... mas de fato, as fotos parecem ser idênticas.

      Uma boa explicação que apuramos seria que as imagens das auroras de Júpiter são compostas entre imagens no ultravioleta e na luz visível. A região dos polos, onde podemos ver as auroras, foram registradas no ultravioleta. Já a imagem do planeta em si, trata-se de um registro feito na luz visível, por isso, a imagem é composta.

      O próprio site da NASA informa que o registro foi feito nesses dois níveis de onda. Essa seria a explicação Anderson.

      Um grande abraço, e obrigado pela participação!

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