Não, um asteroide que cai no oceano (provavelmente) não causa um tsunami!

impacto de asteroide no oceano não causa tsunami como nos filmes
Esqueça tudo que você aprendeu com os filmes de Hollywood sobre asteroides e tsunamis monstruosos...

Uma complexa simulação feita em programas de computador modelaram o impacto de um asteroide atingindo um oceano, e o resultado é realmente surpreendente.

Estamos acostumados com filmes catastróficos, e geralmente, quando Hollywood nos mostra um asteroide atingindo o oceano, logo surge uma onda gigantesca, ou melhor, um tsunami devastador. É de dar arrepios! Mas isso provavelmente não é tão verdade... sobretudo, se o asteroide atingir o centro de um oceano.

Claro que o impacto de uma asteroide, apesar de ser um evento natural, significa um dia muito ruim para a vida na Terra. As grande rochas espaciais têm um potencial destrutivo, e se a Terra estiver em seu caminho, elas não vão desviar... e dependendo de sua massa e velocidade, o resultado pode realmente ser devastador.

cena do filme Impacto Profundo - tsunami
Cena do filme Impacto Profundo mostra um grande tsunami atingindo a costa após o impacto de um grande asteroide.
Créditos: Deep Impact / divulgação

Toda a área do nosso planeta é cerca de 70% coberta por água, portanto, se um grande asteroide nos atingir no futuro, ou melhor, QUANDO isso acontecer, provavelmente o impacto acontecerá em um oceano. Mas o resultado desse impacto ainda é muito pouco conhecido.

Galen Gisler, um cientista do Laboratório de Los Alamos, nos EUA, queria entender melhor qual seria o resultado do impacto de um grande asteroide em um de nossos oceanos. Seu estudo, apresentado no Encontro Americano de Geofísica, mostra um modelo em 3D do impacto de um asteroide de 250 metros em um oceano, algo nunca feito antes com tamanha precisão. E o resultado de seu trabalho nos mostra que os grandes tsunamis causados por quedas de asteroides (como vemos em filmes de ficção) não existem da forma que são mostrados, e seriam apenas pura ficção...




"O impacto de um asteroide causa efeito apenas na região de algumas dezenas de quilômetros ao redor do ponto de impacto", diz Galen. "Para criar um tsunami, precisamos de algo que perturbe toda a coluna de água."

asteroide que atinge o oceano não deve causar tsunami
Ilustração artística de um asteroide atingindo o oceano.
Créditos: PUCHAN

Para exemplificar, Galen compara o impacto de um asteroide no oceano com uma pedra que cai sobre uma poça d'água. Nessa simulação, percebemos que o impacto causa ondas, mas elas perdem força. Em outras palavras, o impacto é absorvido pela grande quantidade de água ao redor, e perde energia rapidamente. Com isso, Galen alerta que as ondas causadas por um impacto de um asteroide serão grandes, porém locais, e não teriam a mesma energia de um tsunami. Trata-se de uma física muito diferente.




Os tsunamis ocorrem quando há uma grande perturbação no leito do oceano, causada por terremotos submarinos e deslisamentos de terra. Isso causa um grande movimento em toda a coluna d'água, muitas vezes maior do que a própria profundidade do oceano.

Por outro lado, quando um asteroide atinge o mar, ele pode arremessar um jato de água a dezenas de quilômetros, e criar ondas com mais de 400 metros de altura. Uma visão fantástica! Mas isso só será um grande risco se o impacto ocorrer próximo da costa, a cerca de 10 ou 20 km da praia, pois segundo o modelo de computador, após algumas dezenas de quilômetros, tudo se acalma novamente...

impacto de asteroide no oceano não causa tsunami em áreas distantes
Simulação em 3D mostra que o impacto de um asteroide no oceano não causa um tsunami em áreas distantes.
Créditos: LANL

Outra informação reveladora desse estudo diz que a energia do impacto no oceano faria com que uma grande quantidade de água acabasse evaporando. O vapor de água, esse sim seria um problema maior, pois funcionaria como uma fonte de energia para o efeito estufa, injetando vapor de água na estratosfera, e fazendo o clima passar por mudanças consideráveis por alguns meses ou anos.

Ventos fortes e uma intensa onda de choque também seriam criados pelo impacto de um asteroide no mar, portanto, quanto mais longe da costa, menor seriam os danos.




Galen conclui seu trabalho dizendo que os resultados do estudo poderiam diminuir os danos causados pelo impacto de um asteroide com 300 metros ou menor. "Se descobrirmos que um asteroide desse tamanho está em rota de colisão com a Terra, e não podemos defleti-lo, poderíamos ao menos desviá-lo para atingir o centro de um oceano. Isso reduziriam os danos, e provavelmente não causaria um tsunami devastador, como vemos nos filmes.

Ainda assim, o resultado do estudo provocou debates acalorados pela internet à fora, e há quem ainda prefira correr para as colinas. E você? Em qual grupo está?






Imagens: (capa-ilustração/divulgação) / Impacto Profundo / PUCHAN / LANL
05/01/17


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7 comentários:

  1. Lembrei das revelações científicas de Albert Einstein e acredito que isso só vai realmente ser comprovado quando o fato acontecer. Não estou dizendo que não acredito na teoria proposta, mas fico na dúvida que só irei tirar quando uma colisão do tipo ocorrer.

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  2. Por isso isso mesmo que se chama uma Teoria. Definição de conhecimento especulativo, metódico e organizado de caráter hipotético e sintético. Não há fato comprovado, somente simulação provável. Então, pode ser que sim ou pode ser que não! Na dúvida, não vou querer estar perto pra ver quando acontecer!!

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    Respostas
    1. você não sabe o que é uma teoria cientifica

      leia um pouco:
      http://www.blogdaciencia.com/teoria-x-hipotese/

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  3. Essa simulação é muito interessante. Mas para ter certeza do estrago que um asteroide causaria se caísse no mar, teria que haver o evento citado, portanto, prefiro ficar na dúvida! rsrsrs... Acabei de achar mais uma vantagem de morar no Triângulo Mineiro, pq fica muito longe do mar! Valeu GDM!

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  4. estou totalmente de acordo com esse estudo, que entende de fisica sabe.....

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  5. É bom saber disso, menos mal, pelo menos com asteroides não temos que nos preocupar com tsunamis.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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