Astrônomos encontram evidências de dois novos planetas em nosso Sistema Solar!

Além do suposto Planeta X, ainda pode existir um Planeta Y


A possibilidade da existência de um planeta nos confins do Sistema Solar ganhou força com base em órbitas de objetos recentemente descobertos. Se um suposto "Planeta X" já era motivo de discussões acirradas entre cientistas e astrônomos renomados, os debates tendem a ficar ainda mais intensos com a probabilidade de haver não apenas um Planeta X, mas também um "Planeta Y"!

A busca por um "Planeta X" além de Netuno vem acontecendo há mais de um século. Recentemente, dois planetas anões Senda e 2102 VP113 foram identificados com órbitas que se estendem a distâncias incrivelmente grandes, centenas de vezes maiores do que a distância entre a Terra e o Sol.

objetos trans-netunianos
Os maiores objetos Trans-Netunianos conhecidos até o momento. Créditos: Wikimedia Commons


Suas órbitas são tão longínquas que podemos dizer que eles estão próximos da famosa Nuvem de Oort, uma região de cometas a cerca de 5.000 UA do Sol (1 UA [Unidade Astronômica] equivale a distância média entre a Terra e o Sol).




Os cientistas acreditam que tais objetos tenham se formado mais próximos do Sol, porém, a influência gravitacional de um (suposto) grande planeta seria uma explicação plausível para as alterações de suas órbitas.




Os irmãos Carlos e Raul de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madrid foram ainda mais longe. Segundo eles, "a análise de diversos cenários possíveis sugerem fortemente que pelo menos dois planetas trans-plutonianas (mais distantes que Plutão) devem existir".

À esquerda podemos ver o Sistema Solar interior e o Cinturão de Asteróides;
no centro temos o Sistema Solar interior e exterior até o Cinturão de Kuiper;
à direita vemos a Nuvem de Oort com TODO o Sistema Solar no centro
(ponto amarelo). Créditos: Tom Stephens

Ainda mais recentemente, Lorenzo Iorio do Ministério da Educação da Itália, assim como Universidades italianas também argumentaram que o Planeta X existe, mas estaria a uma distância muito superior do que a esperada. Através de cálculos matemáticos eles podem chegar a uma distância média de sua órbita, porém, isso depende muito da massa do suposto planeta. "Um objeto desconhecido tendo o dobro da massa da Terra, não poderia orbitar a uma distância inferior a 500 UA do Sol", completam.

Outros astrônomos estão mais cautelosos. David Jewitt, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles disse: "O Sistema Solar exterior pode ser repleto de corpos interessantes que ainda são invisíveis para nós, mas o argumento de que um grande objeto esteja perturbando as órbitas de outros corpos é um pouco intrigante".

Por enquanto essa grande questão não tem uma resposta definitiva, e só será resolvida de uma vez por todas se os astrônomos realmente encontrarem o suposto Planeta X, e quem sabe, o Planeta Y. Por enquanto, algumas equipes redobraram seus esforços para detectar objetos de tamanho modesto cujas órbitas possam nos ajudar a dar crédito, ou a rejeitar as teorias propostas até agora.

Fonte: Monthly Notices Letters of the Royal Astronomical Society
Imagens: (capa-ilustração) / Wikimedia / Tom Stephen
19/11/14

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10 comentários:

  1. Para encontrar Y, tem que revolser o X da questão! :P

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  2. Eu gosto dessa ideia de termos mais planetas além de Netuno, afinal o sistema solar é enorme. Talvez seja a explicação da localidade de Sedna, já que alguns astrônomos acreditam que a localidade desse planeta-anão esteja sofrendo ou que já sofreu perturbação de algo bem maior que ele.

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    1. Imagina se ele tem uma rota elíptica....a terra também vai ter essa perturbação...

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    2. Levando em consideração 4,5 bilhões de anos de existência de nosso sistema solar, até hoje não tivemos nenhum tipo de perturbação de ordem gravitacional destes supostos corpos celestes adicionais, não creio que iremos ter futuramente qualquer tipo de anomalia do tipo. O máximo que pode acontecer caso realmente existam seria a alteração de trajetória de algum cometa ou asteroide.

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    3. também acho isto,no máximo que tais planetas X e Y poderiam causar são pertubações gravitacionais em planetas alem de Urano ou Netuno e também o aumento de aproximação de cometas e asteroides dentro do sistema solar

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  3. Deve ter bem mais do que podemos imaginar...

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Bem, me atendo aos fatos, e partindo de duas premissas básicas, segundo as quais a Astronomia está muito longe de afirmar com certeza absoluta que a Terra jamais sofreu "perturbações gravitacionais", e que a existência de planetas anões comprovadamente possuidores de uma órbita elíptica, estatisticamente falando, é muito provável, posso asseverar que:

    Primeiro: podem existir sim outros planetas com órbitas elípticas mais alongadas que Sedna, por exemplo, é que não fomos capazes de identificar até o momento;

    Segundo: se são órbitas elípticas tão alongadas, é mais do que razoável supor que existe um corpo suficientemente massivo para exercer a atração gravitacional necessária para provocar tal alongamento, sugerindo que o Sol possui uma "companheira" (o que seria, aliás, muito comum entre os Sistemas "solares" existentes na Galáxia).

    Bem, não resta dúvida que existem outras "explicações possíveis", mas tal colocação não é suficiente para descartar as ora apresentadas.

    Aliás, na Astronomia, é muito comum "teorias" que são apedrejadas pela maioria dos acadêmicos dominantes, serem anos depois consagradas pela simples evolução dos equipamentos de observação.

    E quando isso ocorre, os representantes da "Ciência" fazem devido para que seus antigos ataques sejam rapidamente esquecidos pela mídia, passando a incorporar os achados ao seus discursos como se nada tivesse ocorrido no passado.

    Mas o problema de não se admitir que a Ciência erra não reside na simples em assumir seus enganos diante da ameaça do novo, mas em impedir que a comunidade acadêmica junte seus esforços e encontrem as "verdadeiras" respostas com maior celeridade, ou seja, está em atrasar o progresso da própria Ciência!

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