Estranha reação no interior do Sol surpreende os cientistas

A estrela mais próxima da Terra ainda tem muitos mistérios a serem revelados...



Uma máquina na Terra capaz de recriar as condições do interior do Sol está ajudando os cientistas a entender como se comporta o ferro em temperaturas incompreensíveis. Os resultados da experiência, até agora, têm desafiado as expectativas e podem ajudar a resolver um quebra-cabeças solar de longa data, dizem os pesquisadores.




Recriar as condições do interior do Sol, com temperaturas que chegam a 2,2 bilhões de graus Celsius, não é uma tarefa fácil, mas é algo que os cientistas têm feito há cerca de uma década com a Máquina Z no Sandia National Laboratory. Esta máquina cria alguns dos mais poderosos raios-X já encontrados na Terra.

Cada pulso contém 80 trilhões de watts de eletricidade (mais de cinco vezes a energia elétrica combinada de todas as usinas de energia na Terra, segundo o site da Sandia). Os pulsos duram apenas cerca de 100 nanossegundos cada, mas isso é tempo suficiente para aquecer uma amostra muito pequena de material a temperaturas encontradas no coração da estrela mais próxima da Terra.




O cientista John Bailey e seus colegas usaram os pulsos de raios-X para dar uma sacudida poderosa em uma pequena amostra de ferro, que em seguida, se transforma em um plasma incrivelmente quente, assim como acontece com o ferro no interior do Sol. Bailey e seus colegas encontraram uma maneira de medir a quantidade de radiação que o ferro absorve, uma propriedade chamada de opacidade. E eles descobriram que a opacidade do ferro nessas condições é 7% maior do que a esperada, o que pode parecer algo simples, mas afeta o estudo do Sol e de outras estrelas.

Cientista John Bailey
O cientistas John Bailey observa um conjunto de metais que serão submetidos
a uma temperatura de 4 milhões de graus até que produzam uma pequena
explosão de raios-x, reproduzindo o que acontece no interior do Sol.
Créditos: Sandia         /         Clique na imagem para ampliar

Por volta de 2001, um grupo de pesquisadores descobriram evidências observacionais que sugeriam que havia cerca de 30 ou 50% menos oxigênio, carbono e nitrogênio no Sol do que os modelos e observações anteriores haviam previsto. Esse conflito de dados sobre a estrutura interna do Sol pode ser resolvido através dos achados dessa nova pesquisa.




No momento, Bailey e seus colegas dizem estar focados em entender por que os modelos anteriores diferem dos modelos atuais. Os pesquisadores vão realizar testes semelhantes em níquel e cromo, elementos que são quimicamente semelhantes ao ferro. Muitos grupos de pesquisadores usam a Máquina Z para experimentos, portanto, o tempo de Bailey e de sua equipe é limitado. "Nós temos cerca de 10 tentativas por ano. Queríamos fazer tudo isso mais rápido, mas pelo menos estamos tendo a chance de realizar algo que já devia ter sido feito há muito tempo", comenta Bailey. "Estamos recriando uma particularidade do Sol em nosso laboratório, e ter a oportunidade de fazer isso é fantástico".




Os resultados do novo estudo foram publicados em uma edição recente da revista Nature.

Fonte: Nature / Space
Imagens: NASA / SDO / Sandia
13/01/15

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Um comentário:

  1. Esperamos que a tal geringonça Z limite-se a apenas a estudar os comportamentos de fusão nuclear no Sol. A Cada invenção nova produzida, a humanidade dá um jeito de primeiramente adaptá-la para explodir as vísceras e os miolos de seus semelhantes. Existe algo mais importante que encontrar um planeta com vida inteligente: vida pacífica.

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