Cientistas buscam sinais de vida extraterrestres em 100.000 galáxias, e o resultado gera polêmica

civilização extraterrestre avançada
Seria uma 'evidência concreta' do paradoxo de Fermi?



Na busca emocionante por vida extraterrestre, a maioria dos cientistas pensam em coisas mais sutis, como moléculas orgânicas complexas ou talvez até micróbios, mas por outro lado, outros estão pensando grande e estão tentando encontrar evidências de outras civilizações altamente avançadas em todo o Universo. Infelizmente (ou felizmente, depende do ponto de vista), tudo indica que os esforços dos cientistas para encontrar sociedades extraterrestres avançadas não estão gerando resultados satisfatórios, e após uma profunda busca em 100.000 galáxias, uma equipe de astrônomos saiu de mãos vazias, mas de "cabeça cheia"...

Mais do que nunca, o paradoxo de Fermi parece ficar em evidência. O paradoxo é a aparente contradição entre as altas estimativas de probabilidade de existência de vida extraterrestre, e a falta de evidências ou de contato com tais civilizações.




Os cientistas buscaram por sinais de contato, pulsos de rádio e emissões diferentes em 100 mil galáxias, e nenhuma delas (nenhuma sequer) deu um sinal de esperança para  nós. Os resultados estão deixando cientistas "com a pulga atrás da orelha", mas de acordo com a NASA, nós iremos provavelmente encontrar vida extraterrestre nos próximos 10 anos. E se você pensa que os resultados negativos dessa grande busca acabaram desmotivando os pesquisadores, você está enganado(a).

Enquanto para muitos astrônomos a negativa deixou claro que a vida no Universo não é tão abundante como esperávamos, para a grande maioria, nós só não conseguimos detectar os sinais por falta de tecnologia, e é com esse pensamento que os cientistas se motivaram ainda mais para desenvolver instrumentos mais avançados, a fim de ter uma chance melhor de encontrar algo que deve estar lá fora...

galáxia no infravermelho
Galáxia Arp 220, vista através do infravermelho. Créditos: NASA / ESA / Hubble

Para realizar tal investigação, os astrônomos usaram dados recolhidos pelo Observatório WISE da NASA, que é projetado para detectar comprimentos de onda no infravermelho médio. Em 1964, o astrônomo soviético Nikolai S. Kardashev propôs um método de medição do avanço tecnológico de uma civilização, com base na quantidade de energia que essa civilização é capaz de utilizar. Ele identificou três tipos de civilizações chamadas de Tipo I, II, e III. A civilização de Tipo I pode gerenciar os recursos energéticos e materiais de todo seu planeta. A civilização de Tipo II é capaz de aproveitar os recursos energéticos e materiais de um sistema planetário e de sua estrela hospedeira. A civilização de Tipo III seria capaz de mobilizar os recursos energéticos e materiais de uma galáxia inteira. Essa teoria foi também postulada nos anos 60 pelo físico teórico Freeman Dyson, que sugeria que civilizações extraterrestres avançadas poderiam ser detectadas pelo seu calor residual, o que seria visto como radiação infravermelha.




"Se uma civilização avançada usa grandes quantidades de energia para seus computadores, voos espaciais, comunicação, ou algo que ainda não podemos imaginar, a termodinâmica fundamental nos diz que esta energia deve ser irradiada em forma de calor através de comprimentos de onda infravermelha ", explica o líder da pesquisa Jason Wright. "Esta mesma base física faz com que o computador irradie calor enquanto estiver ligado."

Depois de estudar um banco de dados imenso, com cerca de 100 milhões de entradas, o principal autor do estudo, Roger Griffith, identificou 100.000 galáxias promissoras. Os cientistas, em seguida, tiveram o trabalho agonizante de examinar cada uma delas para procurar as melhores candidatas, e reduziram a lista para 50 galáxias, que pareciam estar emitindo níveis anormais e elevados de radiação no infravermelho médio. Infelizmente, as investigações posteriores não encontraram nenhuma evidência convincente de que qualquer uma dessas galáxias seriam habitadas por civilizações extraterrestres avançadas.




Mas claro, isso não significa que as civilizações alienígenas não estejam espalhadas pelo Universo, ou que devemos parar de procurá-las. Segundo o físico teórico Avi Loeb, as civilizações extraterrestres realmente existem, é  possível que algumas utilizem muito menos energia do que o sugerido por Dyson, o que tornaria sua detecção extremamente difícil, principalmente quando falamos em outras galáxias.

Galáxia de Andrômeda no Infravermelho
Imagem de coloração não real da emissão no infravermelho da grande Galáxia de Andrômeda,
como é vista através do Telescópio Espacial WISE. A cor alaranjada representa emissões de calor
geradas pelo nascimento de estrelas no grande espiral da galáxia.
Créditos: NASA / JPL-Caltech / WISE

"Os limites apresentados nesse estudo levam em conta apenas o mais extremo impacto que uma civilização extraterrestre poderia causar", explica o Dr. Avi Loeb. "Para efeito de comparação, os processos criados pela nossa civilização gera apenas um milésimo de trilionésimo da energia liberada pelo Sol. Civilizações com tecnologias mais avançadas são muito mais propensas a existir, tanto em termos de viabilidade tecnológica quanto em termos de necessidades de energia".




Detectar sinais em nossa própria Galáxia já é uma tarefa que exige um grande esforço, e quando falamos em 100 mil outras galáxias, essa missão pode se tornar muito, muito mais complicada. E apesar dos resultados serem negativos, a maior parte dos pesquisadores acredita que o único problema não é o fato dos sinais não terem sido detectados, mas sim, que a nossa tecnologia pode estar um tanto defasada se comparada ao que pode existir lá fora.

Por outro lado, apesar de não encontrar sinais de uma civilização super avançada, os cientistas detectaram cerca de 6 objetos que merecem estudos mais detalhados. Os fenômenos que estariam em nossa própria Galáxia, incluem um grupo de objetos que são completamente invisíveis quando olhados através da luz visível, mas que foram facilmente detectados através do WISE e sua visão no infravermelho. Segundo Matthew Povich, co-investigador do estudo, esses objetos não só merecem, como terão uma atenção maior.



Fonte: Penn State / Sci-News
Imagens: (capa-Galáxia de Andrômeda/NASA) NASA / ESA / Hubble / JPL-Caltech / WISE
20/04/15

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27 comentários:

  1. Bom dia !!!
    Gastar tanto tempo e dinheiro numa teoria de livro de ficção cientifica dessas? Gerenciar energia e recursos de uma galáxia toda? Os caras são muito é caras de pau isso sim. Pois eles sabem que essa quantidade de energia usada na Terra (que é muita), se comparada com energia do Sol nem existe.Isso que em comparação a uma galáxia o sol é um grão de areia. Na minha opinião esse é um caso claro de cientistas que aproveitam o "hype" da procura por vida extraterrestre, para indiretamente financiar pesquisas de seu interesse, as quais não tem nada a ver com este assunto.

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  2. Boa essa... gostei... Aliens de terno e gravata!

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  3. Bem. Eu aprendi que a nossa galáxia, a Via Láctea, contém 400 000 000 000 de sóis e cerca de aprox.
    1 trilhão de planetas. O que os cientistas procuram em outras galáxias? Será que eu aprendi dogmas? Outra vez??? tsss tsss! No filme Avatar, os aliens não tinham nenhuma tecnologia. Aconselho os internautas analisarem os filmes "Planeta Aurelia" e "Extraterrestre - La Luna Azul" (em espanhol, o cara pronuncia z como se fosse hhh, pode??). Os alienígenas possuem a obrigação de terem tecnologia avançada para sinalizar e ser captada pelo nosso orgulho, vaidade e dogmas????????? Volto a insistir: Dogma não é sinal de vida inteligente em um planeta. Falta de caráter também não.

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    1. Concordo com você, acho que os cientistas perdem muito tempo à procura de vida inteligente com tecnologias superiores a nossa. Assim como você falou, também acho que se há vida lá fora, ela não precisa necessariamente ter uma tecnologia avançada e muito menos ser uma civilização. Acho que eles deveriam focar mais em encontrar formas de vidas primitivas, isso sim valeria muito mais a pena, afinal, se houvesse vidas inteligentes lá fora com tecnologias "top de linha" já teríamos encontrado há muito tempo, pois seria muito mais fácil detectar ondas de rádio, infravermelho e etc. Isso sem contar que essas galáxias estão a mil ou milhões de anos-luz de nós, o que implica que se enviamos ondas de rádio hoje, teremos uma possível resposta daqui a mil ou milhões de anos, por isso acho difícil simplesmente detectar infravermelho dessas galáxias e dizer se há ou não vida inteligente nela. Fora que deve-se considerar também que esse infravermelho que recebemos aqui, são antigos, ou seja, a vida nessa outra galáxia poderia ter se formado bem depois de se ter detectado essa forma energia.

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    2. Acho a ideia dos cientistas válida, afinal até hoje o programa Seti ainda não encontrou sinais de civilizações inteligentes em nossas intermediações.
      Talvez a ideia principal desses programas não seja a de encontrar uma civilização avançada contemporânea a nós, mas sim encontrar informações valiosas transmitidas por essas civilizações vindas de qualquer época da história do universo.
      Se já houve uma super civilização em algum lugar do universo (e eu acredito que sim), certamente eles teriam muito a contribuir com a humanidade, se pudéssemos captar as ondas de transmissões dessa civilização.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Cocordo com você, também acredito nessa supercivilização.
      Mas você viu a teoria em que se baseou o estudo?
      Powwww uma civilização que controle recursos e a energia de uma galaxia toda.
      Se existir algo assim nós seriamos para esses caras , o que micróbios são para nós

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    5. Talvez haja um exagero nessa ideia de que uma super civilização poderia controlar recursos de uma galáxia inteira. Por outro lado devemos lembrar que o universo tem mais de 100 bilhões de galáxias, cada uma com centenas de bilhões de estrelas e mundos. Está muito além da nossa imaginação, pensar que tipo de vidas possa haver nessa quantidade inimaginável de mundos.
      Devemos lembrar que há menos de 100 anos mal conseguíamos voar e agora estamos pousando em cometas. O que esperar então de civilizações tecnológicas muito mais maduras do que a nossa?
      E lembre-se... há no universo mais de 70.000.000.000.000.000.000.000 de estrelas e seus respectivos planetas. Imagine as possibilidades... ;)

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    6. Infinitas possibilidades!!! Infinitos horizontes!!! :)

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    7. Imagine só, utilizar os recursos de uma galáxia inteira, sem gerar nenhum impacto ambiental, e sem impactar o livre arbítrio dos que vivem lá... Isto é possível? Talvez seja esta a necessidade de nossa evolução: Estarmos preparados para um dia ser guardião de uma galáxia inteira!!!

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  4. Acho que deveriam parar de procurar civilizações avançadas e focarem em civilizações primitivas, bactérias até plantas, já seria um grande avanço para a humanidade. Eu acredito que existam vidas com a tecnologia mais avançadas que a nossa, mas encontrar vidas primitivas será mais fácil e aceitável para nos no momento.

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  5. Acontece que:
    1 - A vida no universo É mais abundante do que se pensa.
    2 - Nem toda vida no universo é como a nossa.
    3 - A matéria é energia concentrada, a vida pode assumir diferentes niveis de concentração de matéria/energia, que não são detectadas com nossos aparelhos e percepção, ainda pouco desenvolvida.
    4 - Humanos ainda estão engatinhando.
    5 - Como irão estar prontos para encontrar outros tipos de vida lá fora, se nem aqui dentro conseguiram?
    6 - É necessário primeiro, resolver os assuntos dentro de si.

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    1. Só conseguimos procurar civilizações que se comunicam ou deixam rastros de sua existência, afinal, a menos que os dados fossem mais rápidos que a luz, nós só estamos vendo uma projeção de milhões/bilhões de anos atrás... Por isso encontrar vida, seria encontrar um sinal de algo que pode estar morto!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Os extraterrestres já nos visitaram e deixaram provas disso, no nosso planeta existe inúmeras obras, como em machu picchu, por exemplo, rochas cortadas com precisão cirúrgica e assim em diante, o problema é que o céu pra nós é olhar o passado, será difícil encontrar algo que ainda não surgiu, veja o tempo da civilização humana na Terra, mal aflorou e já acha que olhando para o passado irá achar algo, na minha opinião deve se existir outro meio de analisar se há vida ou não ai pra cima e quando os cientistas conseguirem desentrelaçar o espaço/tempo conseguiremos ai uma nova hera.

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  8. isso ai e só as informações q o governo deixa vazar e as q ele não deixa????

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  9. mal sabem dizer quantos planetas existem em nosso sistema solar!

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  10. Só concordo com o Daniel santos, estamos sendo feitos de bobos pelos governos ( todos eles ). E outra, aqueles canais fechados só dizem o que geral já sabe, e várias coisas que passam neles é informação básica ( bem básica )

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  11. Tão procurando vida como a nossa ou superior, mas podem existir vida de tudo que é tipo. Podem ter milhões de civilizações alienígenas, mas não obrigatoriamente têm que usar os mesmos meios de comunicação que os nossos. Eles devem estar lá, se comunicando na linguagem deles (em termos de aparelhos eletrônicos), e a gente na nossa...

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  12. Se está sendo difícil encontrar vida inteligente com telescópios super avançados, que podem visualizar toda uma Galáxia com infravermelho, as vidas primitivas, ou micróbios, bactérias será muito mais difícil. O ser humano não consegue ver nem as bactérias (que é mais possível encontra fora do nosso planeta) que esta no nosso planeta (a olho num), é quase impossível encontra-las em um exoplaneta que esta a 1.000.000 de anos-luz.
    Se eles querem encontra vida fora da Terra, devem procurar nesse planetas que possam abriga, o telescópio Kepler encontra tantos.

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  13. Com ondas eletromagneticas, em galáxias a milhões de anos luz?
    Se voltarmos ao tempo de ano-luz
    Essa luz recebida pra nos será de muito tempo atraz e nao será válido qqr informação quanto aos dia atuais...nosso aqui na terra pq seria de tempos atraz e não saberíamos o q se passou por lá nos dias de hoje.
    Acho q deveriam se concentar mais na nossa via láctea e na de andrômeda.

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  14. Com ondas eletromagneticas, em galáxias a milhões de anos luz?
    Se voltarmos ao tempo de ano-luz
    Essa luz recebida pra nos será de muito tempo atraz e nao será válido qqr informação quanto aos dia atuais...nosso aqui na terra pq seria de tempos atraz e não saberíamos o q se passou por lá nos dias de hoje.
    Acho q deveriam se concentar mais na nossa via láctea e na de andrômeda.

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  15. Amigos, eles fazem voces acreditarem no que eles quiserem, tomem cuidado.

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  16. Amigos, eles fazem voces acreditarem no que eles quiserem, tomem cuidado.

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  17. Concordo em um comentário so vemos e sabemos o q nos é permitido acho q existe muitas experiencias q não podemos saber na ISS e penso até em ogivas nucleares la em cima quanto a aliens ja houve tantas histórias nos EUA na Russia até aqui no Brasil completamente abafados para q se chegasse a nenhuma conclusão mais eles sabem muito bem o q aconteceu quanto ao Universo q estamos vendo através do Hubble e sondas galáxias e planetas é incrível e surpreendente e muito fascinante esta chegando outro telescopio com mais poderes q será q vamos ver mais teremos muitas novidades!!!!!

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  18. O ser humano é curioso mesmo, as vezes, chega ate a ser desnecessario essa curiosidade. A ideia de não existir nada além de nós mesmos nessa imensidão de universo, é tão insuportável assim?

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