China e Europa poderão construir base na Lua em 2020

China e Europa - base na Lua
Uma reunião entre as duas agências espaciais foi realizada. Agora é pagar pra ver!

Não é novidade que várias agências espaciais têm demonstrado planos de colocar astronautas na Lua novamente. Mas além da famosa NASA, temos outras iniciativas importantes.

A Agência Espacial Europeia (ESA), a russa (Roscosmos), e as agências espaciais chinesa e indiana também anunciaram planos de missões tripuladas para a Lua, e que poderiam até mesmo se tornar bases permanentes.

Quando duas ou mais agências espaciais se juntam na realização de uma missão, as coisas ficam mais fáceis, mais baratas e geralmente, dão muito mais resultados. Pensando nisso, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) anunciaram planos para uma nova exploração lunar. Segundo ambas agências, o desejo é um trabalho unido para se criar uma "Vila na Lua", com início em 2020.

construção de base lunar
Ilustração artística de um pousador lunar com cúpula inflável acoplada para inciar a construção de uma base.
Créditos: ESA / Foster + Partners

O primeiro pronunciamento sobre a missão veio do secretário geral da CNSA, Tiang Yulong. Mais tarde, Pal A. Hvistendahl, chefe de relações de mídia da ESA confirmou a cooperação entre as duas agências. "Os chineses têm um programa lunar ambicioso. O espaço mudou desde a corrida espacial do anos 60, e reconhecemos que para explorar o espaço para fins pacíficos devemos fazer cooperações internacionais", disse Pal.

Segundo o comunicado oficial, essa base na Lua ajudaria no desenvolvimento de mineração lunar, no turismo espacial, e nas futuras missões de exploração, como a de Marte. Tanto a agência espacial chinesa quanto a europeia conseguiram realizar missões lunares com sucesso nos últimos anos, como é o caso da Chang'e e da SMART-1.

base na Lua
Ilustração artística de domos infláveis que seriam protegidos por paredes feitas em impressões 3D.
Créditos: ESA / Foster + Partners

Durante a missão lunar chinesa Chang'e, os pesquisadores exploraram uma parte da superfície lunar para investigar a perspectiva da mineração de Hélio-3, que poderia ser usado para acionar reatores de fusão aqui na Terra. Da mesma forma, a missão SMART-1 criou mapas detalhados da região do polo norte lunar, ajudando a identificar possíveis locais para a criação de uma base onde o gelo poderia ser recolhido.




Não foram divulgados detalhes adicionais sobre essa futura missão, porém, é de se esperar que a construção de uma base na Lua dependeria de técnicas de fabricação a partir de impressoras 3D, especialmente desenvolvidas para o ambiente lunar. Em 2013, a ESA anunciou uma parceria com arquitetos renomados para testar a viabilidade de se usar solo lunar para imprimir paredes que protegeriam as cúpulas lunares de radiação espacial e micrometeoritos.

Base lunar criada a partir de impressões 3D - ESA
Ilustração artística de base lunar construída através de impressões 3D.
Créditos: ESA / Foster + Partners

Uma missão cooperativa envolvendo a CNSA é realmente um passo importante não só para a exploração espacial como também para a paz mundial, já que, por conta de sua forte conexão com os militares, os chineses foram proibidos desde 2011 de participar da Estação Espacial Internacional (após uma lei aprovada pelos norte-americanos). Um novo acordo entre a ESA e a China poderia abrir caminho para uma futura colaboração envolvendo até mesmo os EUA.




A ESA, a NASA e a Roscosmos também entraram em negociações no ano de 2012 para a criação de uma possível base lunar, portanto, não é impossível que uma nova missão envolva também a chinesa CNSA, o que faria da primeira base lunar uma "Vila Multi-cultural", com astronautas das maiores agências espaciais do mundo.

Enquanto isso, a China pretende lançar a missão Chang'e 5, que coletará material lunar até o final de 2017. A missão Chang'e 4, que foi adiada em 2015, deverá ser lançada em 2018, e seu destino é o lado oculto da Lua.




Como forma colaborativa, a ESA pretende realizar análises das amostras lunares que serão trazidas pelos chineses na missão Chang'e 5, e também pretende enviar astronautas europeus para Tiangong-2, a nave espacial cargueira da China.

E como têm sido dito desde o fim da Era Apollo, -"Estamos voltando para a Lua, e desta vez, pretendemos ficar!"








Imagens: (capa-ilustração/ESA) / ESA / Foster + Partners / divulgação
28/04/17


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7 comentários:

  1. Parabéns, que matéria bacana. Deu vontade de ir também. Torcendo bastante pra que realize, ainda quero ver esse projeto realizado (eu nasci há dez mil anos atrás). Bom fim de semana a todos do GDM. \o/

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    1. Verdade Mario Farias! Vamos torcer pra que tudo dê certo. Em breve poderemos estar cobrindo a chegada do homem na Lua (mais uma vez)!

      Um grande abraço Mario Farias, e um excelente final de semana a todos!

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    2. Tomara que dê certo.Mas sem gravidade artificial, não adianta muito pra humanos, no máximo robôs mineradores, daria certo.

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    3. Na Lua tem gravidade. Um-sexto da da Terra.

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  2. ja esperava por isso, nao sei porque demoraram tanto para dizerem isso, pq tipo a lua é bem aqui, sim eu sei q nn é so pq ela esta próxima q é fácil mas vamos la,
    a lua esta a pouco menos de 400 mil km da terra, pq nn fazerem uma base por la?
    pra quando surgir uma catástrofe na terra evacuar uma parte da população pra la, para a especie humana nn acabar, mas creio q eles nn fizeram isso pq devem esconder algum segredo q pode vir a balar toda a terra. agora esperarei para ver se eles vao cumprir o que dizem ne?!

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  3. Não quero fomentar teorias conspiratórias, mas a lua como base estratégica da humanidade já podes ter sido descartada há muito tempo. Sempre ouvimos boatos sobre a presença de determinadas anomalias na superfície lunar e à partir de uma dedicada busca nos arquivos fotográficos das missões do Programa Apollo e outras, pude constatar a presença inequívoca de estruturas que não poderiam ser criadas por fenômenos naturais.
    https://universo-realidadeextrema.blogspot.com.br/2017/05/o-que-existe-na-lua.html

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