Febre de astronautas é grave e ameaça futuras explorações espaciais

febre espacial
Conheça os riscos da "febre espacial" - um dos recém descobertos males do espaço


Ir ao espaço não é nada fácil. Além de diversos desafios que os astronautas enfrentam durante suas estadias na Estação Espacial Internacional, agora, uma nova pesquisa confirmou algo preocupante.

O estudo, liderado pela Universidade de Medicina de Berlim, na Alemanha, e publicado na revista Nature, mostrou que astronautas que passam por longos períodos no espaço apresentam uma anomalia na temperatura corporal. A conclusão veio após analisar 11 astronautas durante quase três meses. Foi constatado então que, em média, a temperatura corporal dos viajantes espaciais chegam a 1°C acima do normal.



Pode parecer pouco, mas a febre pode prejudicar a saúde dos viajantes espaciais, sobretudo se forem realizadas viagens de longa duração, como no caso da exploração de Marte que deve acontecer no futuro próximo.




Para que nosso organismo trabalhe em plena disposição, nossos órgãos precisam estar numa temperatura de aproximadamente 37°C, sendo que a temperatura do nosso corpo varia entre 36°C e 36.7°C. Quando a temperatura corpórea sobe ou desce, saindo dessa "janela de normalidade", nosso organismo começa a apresentar sintomas como dor de cabeça, dores musculares, indisposição, mal-estar, etc...

astronauta no espaço
Astronauta durante caminhada no espaço.
Créditos: NASA

Se a febre for alta, acima de 40°C, a coisa começa a ficar muito séria, já que a pessoa manifesta sintomas como convulsões e/ou delírios. E o pior de tudo é que, apesar da temperatura média dos astronautas subir cerca de 1°C, alguns apresentaram temperaturas superiores a 40°C.




De acordo com os pesquisadores, a elevação da temperatura corpórea no espaço se deve a alterações na molécula interleucina-1, associada ao sistema imunológico. Longas viagens espaciais poderiam trazer consequências graves às funções cognitivas e físicas dos corajosos tripulantes.

Outro fator que influencia na elevação da temperatura corpórea são atividades físicas, pois a falta de gravidade impede a transferência de calor e a evaporação. Para se ter uma ideia, o estudo mostrou que mais de 80% da energia desprendida pelo corpo em atividades físicas é convertida em calor. Ou seja, os astronautas tendem a se sentirem muito mal durante e após qualquer atividade física. Então nada de ficar brincando no espaço, especialmente em Marte...




Dentro de alguns anos, as agências espaciais pretendem começar a enviar astronautas para explorações em Marte. Nesse caso, os viajantes terão de passar cerca de 8 meses no espaço só pra chegar ao Planeta Vermelho, isso sem contar com o retorno e claro, o período de estadia. Será que eles chegam vivos? Ou melhor, será que eles chegam?


Imagens: (capa-NASA/divulgação) / NASA
07/12/17


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2 comentários:

  1. 8 meses???? e os novos motores já desenvolvidos????

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  2. Novos motores? Tá falando das velas espaciais, movidas a laser, cujos lasers ainda não foram desenvolvidos, nem velas capazes de "puxar" um (pesadíssimo) módulo de pouso ou do EM drive, que ninguém ainda sabe como funciona? Ou tá falando dos motores de plasma, ainda em testes (e devem ficar assim por no mínimo, uns 5 anos)? Ou dos foguetes do Elon Musk, cujos planos podem mudar, uma vez que tá todo mundo percebendo que é uma burrice imensa mandar homens para Marte, se nem sequer conseguimos (ou sequer tentamos) habitar a Lua? São muitas razões para não mandar ninguém para o espaço profundo pelos próximos 20 ou 30 anos. Então, se quiser ver gente arriscando a vida em Marte, é melhor se cuidar, comer muitos legumes e fazer muito exercício para poder viver o suficiente pra ver isso acontecer (ou não).

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