Explosão super extrema atingiu Proxima b - algo nunca antes visto!

explosão extrema atingiu planeta proxima b
O planeta que orbita a estrela mais próxima do Sol sofreu com uma rajada extrema e mortal


O planeta rochoso que orbita a estrela mais próxima do nosso Sistema Solar foi atingido em cheio por uma explosão super poderosa, revela novo estudo.

Essa é uma péssima notícia para quem espera que o planeta conhecido como Proxima b hospede algum tipo de vida como conhecemos.



"Parece que Proxima b foi atingido em cheio por alta radiação de energia extrema durante esse flare", disse a autora principal do estudo, Meredith MacGregor, da Carnegie Institution for Science em Washington, EUA. "Durante os bilhões de anos desde que Proxima b se formou, explosões como essa poderiam ter evaporado qualquer atmosfera ou oceano, esterilizado a superfície, sugerindo que a habitabilidade pode envolver mais do que apenas a distância direta da estrela hospedeira para que exista água líquida."

MacGregor e seus colegas analisaram observações de Proxima Centauri realizadas pela rede de radiotelescópios do Observatório ALMA, localizado no Deserto do Atacama, no Chile. Ele detectaram uma forte explosão no dia 24 de março - 10 vezes mais brilhante do que qualquer explosão já disparada pelo nosso Sol.

Ilustração artística de Proxima b - ESO
Ilustração artística mostra como seria a superfície do planeta Proxima b. No céu podemos ver ainda o sistema duplo de estrelas Proxima AB.
Créditos: ESO / M. Kornmesser

A grande explosão foi tão intensa que aumentou o brilho de Proxima Centauri por um fator de 1.000 em uma extensão de 10 segundos, disseram os pesquisadores. "24 de março de 2017 não foi um dia comum para Proxima Centauri", disse MacGregor.




Anteriormente, cientistas haviam detectado um um brilho ao redor de Proxima Centauri que poderia sugerir a existência de um cinturão de poeira ou de asteroides. Agora, a equipe de MacGregor revelou que a explosão de 24 de março de 2017 provavelmente foi a responsável pela criação desse brilho excessivo, eliminando as chances de existência de um anel de poeira, segundo os pesquisadores.


Vida fora da Terra

Proxima b emocionou astrônomos e astrobiólogos desde que sua descoberta foi anunciada em agosto de 2016. Esse planeta é apenas um pouco mais maciço do que a Terra, o que sugere se tratar de um mundo rochoso. Além disso, Proxima b parece orbitar a zona habitável de sua estrela hospedeira - distância na qual a água líquida pode existir.

A estrela hospedeira é Proxima Centauri - uma anã vermelha que fica a apenas 4,2 anos-luz do Sol. As anãs vermelhas são menores e menos brilhantes do que o Sol, por exemplo, de modo que suas zonas habitáveis são muito mais próximas do que de outras estrelas como a nossa.




Para se ter uma ideia, Proxima b orbita sua estrela a uma distância de apenas 7,5 milhões de quilômetros, e completa uma volta a cada 11,2 dias terrestres. Como comparação, a Terra orbita o Sol a 150 milhões de km.

Comparação Terra e Proxima b - PHL
Ilustração artística mostra uma comparação entre a Terra e Proxima b.
Créditos: PHL / UPR Arecibo / NASA

Portanto, apesar de Proxima b encontrar-se na zona-habitável de sua estrela, essa grande proximidade levanta dúvidas sobre sua real habitabilidade. Outra coisa: planetas que orbitam anãs vermelhas com tamanha proximidade tendem a ter rotação sincronizada, ou seja, é sempre o mesmo lado que fica voltado para sua estrela mãe.




Isso significa que metade de Proxima b pode estar ardendo de calor, enquanto a outra metade pode estar num escuro eterno. Por outro lado, se o planeta possuir atmosfera espessa, esse calor não fica trancado em apenas metade do planeta, e acaba sendo distribuído significativamente, tornando algumas regiões habitáveis.


Imagens: (capa-ilustração/Roberto Molar Candanosa/Carnegie Institution for Science/NASA/SDO/JPL) / ESO / M. Kornmesser / PHL / UPR Arecibo / NASA
28/02/18


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Um comentário:

  1. Bom derrepente isso sirva de lição, pra esse pessoal que fica perdendo tempo procurando planetas em "zonas habitáveis" de estrelas anãs vermelhas. Todo mundo sabe que esse tipo de estrela tende a ser muito mais ativa que o nosso Sol. E também que por serem estrelas menor calor e menor emissão de luz,suas "zonas habitáveis" estão muito, mas muito mais próximas do que a terra está em relação ao Sol. Sempre achei que essa procura por exoplanetas nesse tipo de estrela fosse perda de tempo. Mas fazer o que neh? A desculpa é sempre a mesma, "é o tipo de estrela mais abundante no universo", "as estrelas mais próximas do Sol são anãs vermelhas". Às vezes o que parece ser o mais óbvio a se fazer, é uma escolha muito errada.

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