Inédito - Pela 1ª Vez Conseguimos Observar Um Estrela Momentos Antes de Sua Explosão como Supernova

observamos uma estrela antes dela explodir como supernova

Conseguimos ver essa estrela apenas quatro meses antes de sua explosão!

Observar a explosão de uma supernova não é algo novo, apesar de ser um evento um tanto raro. Mas até hoje, os astrônomos nunca tinham visto o que acontecia com uma estrela momentos antes da explosão acontecer. Mas a história mudou.


No dia 20 de setembro de 2021, foi observada uma explosão de supernova na galáxia NGC 5731, localizada a 120 milhões de anos-luz de distância. Essa explosão de supernova foi intitulada 2020tlf.

Em seguida , o pesquisador Wynn Jacobson-Galán e seus colegas da Universidade Northwestern analisaram dados anteriores de observações feitas na mesma região da galáxia NGC 5731, e e conseguiram encontrar algo inédito: observações detalhadas foram feitas nessa estrela antes dela explodir como supernova desde janeiro de 2020! As observações mais recentes mostram a atividade dessa estrela cerca de apenas quatro meses antes dela explodir!


"Este é um avanço em nossa compreensão do que as estrelas massivas fazem momentos antes de morrer", disse Jacobson-Galán, em um comunicado. "A detecção direta da atividade pré-supernova em uma estrela supergigante vermelha nunca foi observada antes em uma supernova tipo II comum. Pela primeira vez, vimos uma estrela supergigante vermelha explodir", disse a autora sênior, Dra. Raffaella Margutti. Ela descreveu o evento "como assistir a uma bomba-relógio".


Os sinais pré-explosão de supernova

A estrela que explodiu como Supernova tinha cerca de 10 à 12 vezes a massa do Sol, porém com um raio 1.100 vezes maior que o da nossa estrela. Pra se ter uma ideia, se colocássemos ela no lugar do nosso Sol nos momentos que antecederam sua explosão, ela tomaria um espaço além da órbita de Júpiter.

Além de perder cerca de 0,01 massa solar em apenas um ano, a estrela teve um aumento de brilho, temperatura e diâmetro nos meses que antecederam a grande explosão de supernova. Isso mostra o que a instabilidade da fusão nuclear pode causar em estrelas comuns com massa de aproximadamente 10 vezes a massa do nosso Sol.


Agora que conseguimos pela primeira vez entender de fato as reações de uma estrela meses antes dela explodir como supernova, podemos quem sabe, futuramente, prever estrelas que estão prestes a explodir como supernova aqui mesmo, em nossa Galáxia, e assim, não levar alguns sustos quando Betelgeuse apresentar quedas abruptas de brilho. Ao que tudo indica, quedas de brilho não antecedem as explosões de estrelas massivas.



Imagens: (capa-Observatório Keck) / Observatório Keck / divulgação
08/01/2022


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