'Tatooine'? Cientistas descobrem possível nascimento de um planeta fora do comum

Estudo pode ajudar a entender como nascem os planetas com dois sóis


Uma pesquisa feita recentemente pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), pode ajudar os cientistas a entenderem como nascem os planetas com dois sóis, assim como Tatooine, planeta natal de Luke Skywalker do famoso filme "Guerra nas Estrelas".

"Quase metade das estrelas semelhantes ao Sol nasceram em sistemas binários", diz Emmanuel Di Folco, do Observatório de Paris. "O que pode explicar a formação dos planetas e o número significativo de estrelas na Via Láctea. Nossas observações representam um grande passo para entendermos verdadeiramente a questão da formação planetária".




Como uma roda dentro de outra roda, o complexo sistema de estrelas GG Tau-A, contém um disco grande exterior, que rodeia todo o sistema, bem como um disco interior em torno da estrela principal central. Este segundo disco interior tem uma massa mais ou menos equivalente à de Júpiter. Sua presença tem sido um mistério intrigante para os astrônomos, já que a estrela exterior está perdendo material para a estrela interior a uma taxa tão alta que deveria ter se esgotado há muito tempo.

Ao observar essas estruturas com o Observatório ALMA, no Chile, a equipe fez a emocionante descoberta de aglomerados de gás na região entre os dois discos. As novas observações sugerem que os materiais estão sendo transferidos do exterior para o interior do disco.

Cena do filme Star Wars (Guerra nas Estrelas) mostra Luke Skywalker em seu planeta natal, Tatooine,
durante o pôr dos sóis. Imagem: Divulgação

"Essa troca de materiais foi prevista por simulações de computador. Estas observações demonstram que o material do disco exterior pode sustentar o disco interior por um longo período de tempo. Isto tem consequências importantes para uma potencial formação planetária".

Planetas nascem a partir do material que sobra do nascimento das estrelas. Este é um processo lento, o que significa que um disco duradouro é um pré-requisito para a formação de planetas. Como o processo de troca de gases do disco exterior para o interior foi observado através do ALMA, isso pode significar que em outros sistemas múltiplos de estrelas isso também pode estar acontecendo, o que nos dá um grande número de potenciais novos locais para encontrar exoplanetas no futuro.

Mais recentemente, tem sido mostrado que uma grande quantidade de planetas gigantes orbitam sistemas binários de estrelas. Agora, os pesquisadores começaram a investigar mais atentamente os potenciais planetas que orbitam estrelas individuais de sistemas binários de estrelas. A nova descoberta apoia a possível existência desses planetas, ampliando ainda mais a descoberta de novos exoplanetas.

Os resultados serão publicados na revista Nature no dia 30 de outubro.




Fonte: ESO
Imagem: (capa - ilustração - ESO) / ALMA
30/10/14

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7 comentários:

  1. Fiquei curioso com a novidade, fico pensando como os planetas se comportam próximos a estes sóis.

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  2. Tive uma fase quando vivia no interior e que tinha o privilégio de ter um céu limpo e estrelado que passava horas diárias admirando e obtendo ensinamentos do cosmos ao qual fui testemunha de acontecimentos surpreendentes que me fizeram mudar a maneira em que sentia a vida. Um deles e o mais intrigante para mim foi quando, ao observar duas estrelas que estavam uma ao lado da outra, uma delas foi se tornando muito mais brilhante até ter um enorme brilho avermelhado e deseparecer, e do local de origem pude ver pequenas luzes azuis que se moveram rapidamente até a outra estrela.
    Não encontrei nenhuma explição ao ocorrido e até questionei a renomados astrônomos sobre o que poderia ser e também desconheciam e não puderam responder.
    Tenho algumas teorias com base as minhas observações e descobertas até agora feitas, e essa notícia sem dúvidas abriu mais algumas portas pra desvendar esse mistério e os segredos da existência.
    O que ainda não encontro lógico é que pude ver a olho nú e imagino que em um sistema binário essas estrelas estão tão próximas que só poderia ver o brilho como de uma grande estrela e não duas separadas. Porém me abre o campo de possibilidades, de que os gases de uma estrela pode alimentar outra e que seus fragmentos podem dar a luz a novos planetas...me sinto realmente afortunada em haver talvez presenciado o surgimento de novas vidas!

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  3. O fato de vc ter visto esse brilho na direção das estrelas, não significa que isso aconteceu exatamente onde as estrelas estão. Provavelmente vc viu apenas um cometa riscando o céu naquela direção

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